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segunda-feira, setembro 23, 2013

Nossos segredos

Todos os segredos foram guardados. Serão levados onde minha alma for. Céu ou inferno. Das mais belas lembranças que tenho de nós dois aos momentos infelizes. Das nossas virtudes e maiores pecados. Tudo está guardado. 
Mas você se foi e ficou tudo comigo. Tornou-se meu dever guardar tuas memórias. Penso -às vezes- que não suporto tudo isso. por isso, levo tudo ao seu túmulo, junto à minha alma dilacerada. Partirei não sei pra onde. O mais provável é o inferno - embora já viva em um - . Só espero te encontrar por lá, e reviver nossas lembranças. Nossos pecados.

sábado, maio 25, 2013

Mazelas

Mais uma de suas paixões. Paixões estas que o apunhalavam. 
Recordava das noites frias ao lado de uma lareira, ao som de um piano desafinado e um bom vinho barato.
Noites que o fizeram feliz, mas que, recordá-las dilacerava seu coração tal como um abutre devora um cadáver putrificado. Seu hobbie agora, era de esconder seus sentimentos. Escondia sorrisos e lágrimas. Não confiava ao menos na própria sombra. Sentia repúdio ao mundo. E continuava vivendo. Solitário. Em seu quarto. Trancado em seu próprio mundo. Suas companhias agora eram livros empoeirados e qualquer coisa que pudesse mantê-lo longe da sobriedade.

domingo, janeiro 20, 2013

Desejos







Escrevia seu diário com o zelo que uma mãe cuida de seu filho. Lá, postou seus sentimentos mais profundos a respeito de sua mísera existência terrena e tudo o que sua pobre e maldita alma viveu numa vida morta. Deitava todas as noites imaginando que o outro dia seria melhor. Seus, dias sempre inglórios, de cuidar de uma cozinha engordurada e alimentar um marido que parecia um javali. Seu maior desejo era ir embora. Possuía uma beleza incrível. Odiava os homens. Até o dia que, na fila do supermercado, conheceu uma mulher com desejos iguais aos seus, e nunca retornou ao seu imprestável marido.

segunda-feira, novembro 07, 2011



Podíamos escolher a quem amar. Seria melhor? Ou não? Fica o questionamento.
Percebemos tanta gente parecidas conosco, e outras tão diferentes, que se tornam fascinantes.
Isso perturba por dentro. Angustia.
E a espera faz com que essa angústia aumente. Ficamos tentando fugir d'ela, como um coelho foge do lobo faminto. Corremos por entre nossas memórias e sentimentos, tentando nos desviar do olhar do amor.
Mas este, sempre arruma um jeito de encontrar-nos. E ai de nós, quando damos de cara com ela. Ou sofremos ou amamos e sofremos.
Mas, já que não podemos fugir, o jeito é encarar e esperar o que o futuro nos reserva!