Uma moça solitária. Não tinha parentes nem amigos. Deslocada de uma realidade que não a cabia. Todas as noites, vestia seu corpo e sua alma, das sombras que a cercavam. Seus lábios rubros como o sangue, contrastavam com a palidez de sua pele incorrupta pelo tempo. Seu hobbie era seduzir, nos bares ou nas ruas, aqueles que a atraíam. Havia necessidade de se alimentar, e procurava os mais robustos e saudáveis. Levava-os pelos becos. Às vezes, não precisava se esforçar muito para ganhar seu jantar, já que possuía uma beleza incomparável. Não foi a vida que desejou, mas, uma consequência do que viveu. Dilacerando o pescoço cheio de músculos, alimentava sua alma sombria, com a mais pura e rubra proteína, que jorrava no rítimo acelerado dos batimentos cardíacos do rapaz, pobre rapaz. Saciada de sua fome secular, volta à sua cela particular, para dormir, e continuar sobrevivendo tirando vidas mesquinhas e medíocres, que agora, jazem em profunda paz.
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domingo, novembro 25, 2012
quinta-feira, outubro 20, 2011
Memória Morta
Quando adentro em meu silêncio, faço uma viagem particular e mergulho em mim, como se estivesse diante de um espelho, cujo reflexo não é mais reconhecido por mim. Percebo que não sou mais o mesmo, e que minha mente se tornou um museu de boas e más lembranças de outra vida.
Vejo que ainda me falta algo [ ou seria alguém? ] para me fazer reconhecer este estranho reflexo no espelho. E vou esperando pacientemente por isto, da mesma forma que uma criança espera a mãe na porta da escola ao fim da tarde. E isso é tudo que posso fazer, esperar!
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